O mundo agora me escolhe.
Me aponta,
Me ignora.
Numa espécie de repulsa,
Sinto-me só,
Neste grande e pequeno mundo...
Preciso voar...
Encontrar-me
Num crepúsculo encostar-me
Quem sabe uma dia lhe encontrar?
Minha solidão cessaria...
Os dias passam...
A noite me atormenta
As lágrimas rolam e meus olhos sangram
Pergunto: Felicidade, por que estás tão longe de mim?
Talvez ela nunca tenha chegado ou ido embora...
O mundo me espreme...
Sinto-me rebaixada
Os olhares maldosos de homens maldosos,
Bocas insanas de pessoas insanas
Tudo me maltrata.
O que fazer para curar esta dor?
Talvez devera morrer...
Aí sim... tudo me acalmaria
E em seus braços adormeceria ... e seria feliz!
Venha, venha me buscar...
Levar-me à lua de teus olhos,
À brisa que toca teu rosto,
Ao amor mais puro que já conheci...
Amor, eterno amor!
Tudo me dá medo
De dormir e acordar sem você
De sonhar e te ver sofrer...
De continuar a viver sabendo que não estás aqui...
Dói, dói a ponto de machucar
E perfurar a alma
Numa só lança, que fere o peito... e mata!
A solidão me consome...
A angústia sustenta meu interior...
Mesmo sorrindo
Mesmo me embriagando de saudade
És tu que estás no meu coração
Todos os dias...horas, minutos e segundos...
Não vejo a hora de te ver...
Podem demorar anos, décadas,
Meu amor é eterno e puro...
Como criança que nasce e não cresce
Permanece pura, indefesa... e permanece!
Escrito por mim no dia 18/03/2009 (Flávia Adalgisa Silva Gomes)
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
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....a solidão me ensinou a ser forte, vou a qualquer lugar sem medo....
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